domingo, 31 de julho de 2011

Chove Chuva!



Acho a chuva no inverno nostálgica, poética, introspectiva, por isso selecionei um pouco da arte da chuva.


Chuva

Do alto a brisa molhada
vai descendo e desenhando
como que se sentindo agoniada
vai vivendo e chorando.
No breu noturno do universo
canta a controvérsia...
               Débora Segala




Pensei em uma música da Vanessa da Mata que fala de chuva mas não pude deixar de lembrar de uma piadinha muito espirituosa que minha amiga Lene me mandou por e-mail, vou postar pois chuva também trazer umas risadas, não é?

 


ai = Dor
ai ai = Amor
ai ai ai = Preocupação
ai ai ai ai = Música Sertaneja
ai ai ai ai ai = Música Mexicana
ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai = Vanessa da Matta










  
Chove. Há silêncio, porque a mesma chuva
 
Chove. Há silêncio, porque a mesma chuva
Não faz ruído senão com sossego.
Chove. O céu dorme. Quando a alma é viúva
Do que não sabe, o sentimento é cego.
Chove. Meu ser (quem sou) renego... Tão calma é a chuva que se solta no ar
(Nem parece de nuvens) que parece
Que não é chuva, mas um sussurrar
Que de si mesmo, ao sussurrar, se esquece.
Chove. Nada apetece...
Não paira vento, não há céu que eu sinta.
Chove longínqua e indistintamente,
Como uma coisa certa que nos minta,
Como um grande desejo que nos mente.
Chove. Nada em mim sente...
Fernando Pessoa





Abraço
Débora Segala